Pode ser que você não esteja enxergando o final da estrada e não saiba bem onde vai dar, mas isso não impede de você continuar nela. Você só precisa enxergar os próximos metros pra continuar avançando. Pode ser que um pouco mais a frente você se depare com alguns buracos, que alguns postes estejam sem luz e fique muito mais difícil ver, mas a estrada continua lá. Você só precisa continuar avançando pra sair do trecho difícil.
Porque você também pode não estar vendo ainda, mas mais a frente tem uma linda paisagem e algumas pessoas que você vai agradecer por ter cruzado seu caminho.
Continue mesmo que você tenha que fazer alguns desvios, mesmo que tenha que dar umas paradas mais longas no trajeto ou reajustar a rota. Só não pense em parar agora. Você já chegou até aqui, tenha passado por o que é que seja, é aqui que você está agora. E estando bom ou não, por aqui você não pode ficar pra sempre, é preciso continuar.
Não estacione. Não abandone. Não desista. Apenas continue até concluir o que começou. Três passos simples que todos deveriam se lembrar: comece, continue, conclua.
sábado, 21 de dezembro de 2019
sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
Como começar?
Comece. A primeira palavra. A primeira frase. O primeiro
texto.
Comece. O primeiro currículo. O primeiro email. A primeira entrevista
Comece. A primeira meta. A primeira métrica. O primeiro
passo.
Comece colocando o tênis da corrida. Comece falando oi.
Comece fazendo de graça.
Comece sem estar preparado. Comece sem ter certeza. Comece
sem saber como vai terminar.
Comece com o que você sabe. Comece onde você está. Comece
com o que você tem.
Mas, por favor, comece!
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Você é corajosx o suficiente para desistir?
Se tem uma coisa que ninguém nunca
me contou é o quanto é difícil desistir de alguma coisa. Geralmente a gente vê alguém que desistiu de um
amor, de um emprego, de uma faculdade, de um sonho, ou qualquer outra coisa que
seja, como alguém fraco. Mas a verdade é que a gente precisa de muito mais
coragem pra desistir do que pra seguir frente. Seguir não exige nenhuma ação, a
gente vai empurrando com a barriga, mesmo que não esteja tudo bem. E pra
abandonar? A gente tem que ter coragem de assumir que não deu certo. Ter
coragem de ouvir as críticas daqueles que não fazem ideia de quanto foi difícil
tomar essa decisão, coragem de parar para repensar na vida e começar de novo. E
recomeçar dá tanto trabalho, né? Ainda mais se você nem ao menos sabe por onde.
E quando a gente desiste a gente
ainda tem que se preocupar em abandonar sem se abandonar de vez, achar que nada
tem jeito, que não tem outro caminho melhor, que está tudo arruinado. Não está.
A gente só precisa achar o ponto certo entre a felicidade de se livrar e a dor
de se perder.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Sobre o cansaço de existir
Tem dia que simplesmente me canso. De mim mesma. É o pior dos cansaços. Não dá pra dar uma corridinha de mim, não dá pra se esconder, desistir ou enfrentar. Simplesmente suporto. Suporto a minha ridícula melancolia que me puxa um pouco além do fundo do poço, a minha solidão que se faz a pior das companhias, a minha vontade de não ser. Seria mais fácil não existir, cansaria menos, exigiria menos. Existir cansa. Ter que viver com a minha existência então, me deixa exausta.
Odeio esses dias de tempestade. Tempestade de sentimentos que me puxam de volta pro lugar que eu demorei tempo demais pra conseguir sair. Que alaga tudo, me deixa ilhada, sozinha, revoltada. Quero nadar de volta pra não me afogar, mas a correnteza parece forte demais. Cansa. Percebo que não adianta lutar. Deixo me levar por essas águas. É só por um tempinho, logo o tempo se abrirá de novo. Acontece toda vez.
Odeio esses dias de tempestade. Tempestade de sentimentos que me puxam de volta pro lugar que eu demorei tempo demais pra conseguir sair. Que alaga tudo, me deixa ilhada, sozinha, revoltada. Quero nadar de volta pra não me afogar, mas a correnteza parece forte demais. Cansa. Percebo que não adianta lutar. Deixo me levar por essas águas. É só por um tempinho, logo o tempo se abrirá de novo. Acontece toda vez.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
O conflito de ser só [eu e ela]
A solidão e eu sempre temos sérios conflitos pra ver quem engole
quem primeiro. Ela aperta o coração, eu
seguro o choro. Eu me sinto pequenininha enquanto ela se faz um monstro gigante. Ela ri da minha cara, mas eu faço dela inspiração. Ela quer ser minha única companhia, só que ela é a única companhia
que eu não quero. Sempre que ela chega eu fico me perguntando quanto tempo vai
ficar: o bastante para ela me engolir ou o suficiente para eu engoli-la?
terça-feira, 29 de julho de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Quanto pesa a opressão que você sofre?
Você já sentiu o peso de uma opressão? Você, homem, branco, hetero, cis, de classe média, que está mais ou menos dentro dos ditos padrões de beleza, talvez não. Você é um privilegiado e provavelmente nem saiba. Pois é, soa até ridículo, privilegiado por ser – ou nesse caso por não ser. Não digo aquela opressão escancarada da agressão verbal ou física. Falo de uma ainda mais pesada, aquela
silenciosa.
Ultimamente tenho sentido esse peso me sufocando como nunca antes tinha me dado
conta. O peso dos olhares que parecem me acompanhar pelas ruas, até dos
pensamentos que parecem se escancarar em rostos desconhecidos e opressores, aqueles
que nos fazem abaixar a cabeça pra evitar, pra se esconder, aqueles que nos
fazem nos sentir menor. Me sinto um produto desfilando pelas ruas para ser cobiçado,
me sinto perdendo minha identidade, me sinto impotente, conformada. Isso tudo
só porque sou mulher. Ainda que sou branca, hetero, cis, de classe média, não estou
extremamente fora do “padrão de beleza”, de forma que me sinto até
desconfortável dizendo que sou oprimida. Quanto pesa ser uma mulher negra,
homossexual, trans, pobre, fora desses infames padrões? Como aguentar esse peso
invisível que esmaga, arrebenta, dilacera e diminui um ser humano? Não é só um
olhar, não é só uma cantada, não é só um comentário, não é só uma atitude, é um
fardo imenso que depositam sobre mulheres, homossexuais, pobres entre
outros chamados errônea e injustamente de “minorias”. Pesos que depositamos uns
sobre os outros: somos oprimidos, mas oprimimos também. E com que direito?
Quanto pesa a opressão que você sofre?
Quanto pesa a opressão que você sofre?
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Quanto mais você aguenta?
Ele chegou. Perturbando-me, como sempre. Me tirando do eixo. Fico querendo que vá embora logo. Alguma coisa acontece na minha vida quando ele chega que eu não sei explicar direito, eu não sei sentir direito. Tudo vira desespero, angústia, ansiedade. As lembranças que eu pensava ter enterrado voltam a tona, os medos que eu queria ter superado invadem-me. Eu sei que quando ele chega é hora de mudança, querendo eu ou não. As coisas vão mudar. Radicalmente em algumas das vezes, sutilmente em outras.
É até ridículo. Ridiculamente inconveniente o modo como ele vira tudo de cabeça pra baixo: o que era certo se esvai e o inexistente me preenche. Me incomoda porque tudo fica muito confuso e qualquer problema parece dobrar de tamanho. Eu só quero que ele passe logo, não gosto da sua presença, porque fins me perturbam. E ele é o pior dos fins: traz arrependimentos, insatisfações, sonhos que não se concretizaram...depois faz a gente vestir roupa branca, por um sorriso no rosto, assim como se tudo tivesse sido perfeito, agradecer e prometer tudo de novo.
Não gosto do fim do ano porque ele faz questão de demorar, arrastar-se provocativamente. Quanto mais você aguenta? Parece debochar da minha inquietude. Ele fica esperando o momento que eu vou me render, entregar o jogo. Eu fico simplesmente tentando aguentar. Me consola saber que quando ele passar vem a parte que eu tanto desejo: o começo.
Porque a gente têm que passar pelo fim pra voltar pro começo?
É até ridículo. Ridiculamente inconveniente o modo como ele vira tudo de cabeça pra baixo: o que era certo se esvai e o inexistente me preenche. Me incomoda porque tudo fica muito confuso e qualquer problema parece dobrar de tamanho. Eu só quero que ele passe logo, não gosto da sua presença, porque fins me perturbam. E ele é o pior dos fins: traz arrependimentos, insatisfações, sonhos que não se concretizaram...depois faz a gente vestir roupa branca, por um sorriso no rosto, assim como se tudo tivesse sido perfeito, agradecer e prometer tudo de novo.
Não gosto do fim do ano porque ele faz questão de demorar, arrastar-se provocativamente. Quanto mais você aguenta? Parece debochar da minha inquietude. Ele fica esperando o momento que eu vou me render, entregar o jogo. Eu fico simplesmente tentando aguentar. Me consola saber que quando ele passar vem a parte que eu tanto desejo: o começo.
Porque a gente têm que passar pelo fim pra voltar pro começo?
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