domingo, 15 de maio de 2011

Sou uma garota...


Sim, eu sou uma garota que ama assitir jogo de futebol. Principalmente na hora de xingar o juiz e zuar o adversário. Que gosta de beber cerveja, jogar truco e sinuca. Sou uma garota que não gosta de coisas rosas e não tem paciência para discutir se meu cabelo está ressecado ou com pontas duplas. Eu sou uma garota que não acredita em romantismo, que não espera o principe encantado e que não suporta a melação dos casais apaixonados de novela.
Sim, posso parecer mais macho que muito homem, mas não se engane: eu sou uma garota. Sou uma garota que gosta de conhecer de tudo um pouco e enxegar a beleza de tudo e de todos. Que ama admirar o céu, a lua e as estrelas e se sentir insignificamente pequena perto deles. Sou uma garota vaidosa por gostar de me arrumar e me sentir desejada, mas que odeia parecer uma garota perfeita. Eu gosto é da baleza da imperfeição, da singularidade e da sinceridade de ser o que se é.
Sou uma garota que gosta de homens. Que possui sensualidade suficiente para os momentos que me são convenientes. Uma garota que as vezes parece frágil e carente, mas que deseja ser forte e independente. Eu sou uma garota se transformando em mulher.

sábado, 30 de abril de 2011

Estou sem paciência pra minha impaciência. Ando nervosa com meu nervosismo e cansada de me sentir cansada. Estou de saco cheio de tudo aquilo que sempre gostei e atraída por aquilo que sempre tive repulsa. Ultimamente venho tentando sorrir quando me dá vontade de chorar e me segurar para não gritar quando me faltam palavras.
Parece que a vida não anda e que ao mesmo tempo estou sendo levada para algum lugar. Parece que nada muda, mas que mesmo assim tudo é completamente diferente. Sinto que já não sou mais a mesma, mas tenho certeza que ainda sou eu mesma.
Me sinto sozinha no meio de multidões e esquecida ao redor das pessoas. Queria poder me afundar no chão e deixar o tempo passar, sem ter que fazer NADA nem ter que me encontrar com NINGUÉM.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A vida pode ser mais fácil

A vida pode ser mais fácil, com menos lágrimas e mais gargalhadas. A vida pode passar mais leve, as vezes com um gosto amargo, mas que pode ser facilmente substituido por um gosto doce. A vida pode parecer mais gostosa, com menos preocupação e mais despreendimento. A vida pode te levar a lugares incriveis e te trazer pessoas inesqueciveis.

A vida pode e é mais extraordinária se você simplesmente se entregar a ela. Deixar que os problemas não alterem sua sanidade, que as dúvidas não pertubem seus sonhos e que suas dores não te impeçam de sorrir. Permitir que as pessoas errem com você às vezes e não se deixar abalar por isso. Ter a coragem de se jogar sabendo que talvez ninguem esteja esperando para te segurar. Ousar investir, arriscar e se compremeter.

A vida pode ser encantadora. Basta você permitir!

domingo, 3 de abril de 2011

O dia em que conhecemos a lua

É estranhamanete emocionante saber que o hoje será lembrado para sempre. Não somente daqui a dez, quarenta ou cem anos, mas para até os últimos dias da existência humana. Não somente por mim ou pela minha nação, mas por toda minha espécie. De diferentes modos, é claro, mas sempre será lembrado.

Por exemplo, ninguém vai lembrar como eu, como é sentir essa sensação. Não a de pisar na lua porque acredito que muitos irão ter esse prazer, mas a de ser o primeiro a fazer isso. De ser o ponto de partida. Ser a descoberta, a esperança, a curiosidade.

Daqui da lua eu vejo o nosso planeta azul. E é como se eu pudesse sentir todas essas expectativas e sentimentos de todas essas formiguinhas humanas que aí estão me esperando. Esperando por noticias, pelo fim da solidão, por objetos nunca encontrados.

Aqui na lua eu sinto que não sou só eu. Aqui eu sou a humanidade inteira. Os que me ajudaram, o que estão me "assistindo" e os que irão existir. Eu não sou mais branco, negro, catolico, protestante, asiatico ou europeu. Eu sou simplesmente humano. Sou todos vocês aqui e vocês são todos eu aí.

Nesse momento aqui na lua eu sei, eu tenho certeza, que a vida vai ser diferente no nosso planeta. Um único pé em terra firme e desconhecida vai mudar a nossa história. Um único passo que vai provar que o ser humano é capaz de fazer mais. Que mostra que nosso mundinho já não é o suficiente para nós. Queremos mais.

Queremos saber como são as outras terras, as outras rochas, os outros gases. Queremos descobrir outros seres, outras formas de vida, outras formas de enxergar a vida. Queremos não apenas a lua. Queremos o sol, as estrelas e o universo. E com o meu pé nessa terra estranha é como se agora soubessemos que podemos alcançar tudo o que queremos.

Por causa desse dia histórico, nós vamos ser capazes de mais. Vamos desenvolver mais tecnologia. Daqui um tempo conhecer outros planetas e, quem sabe, provar que não somos sozinhos.

Nossos filhos, netos w descentendes vão estudar esse momento e vão lembrar que fomos capazes e que eles são muito mais. Esse nosso sonho, que se torna realidade hoje, vai ser o impulso de muitos outros sonhos e a causa de muitas outras descobertas.

É como se hoje não fossemos só donos do nosso nariz ou do nosso mundo, é como se fossemos donos da verdade e de uma vontade de ser todos de tudo. Aqui na lua eu sinto toda essa vontade e enxergo todo esse futuro. Aqui na lua eu me sinto como Deus no universo. Mas, na verdade, eu sou só um homem na lua.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A gota d`agua

Quando uma unica lagrima, solitariamente, escorreu em seu rosto, ela percebeu o quao rancorosa havia se tornado. Ela decidiu que nao ia mais se preocupar em falar verdades que machuquem os outros. Na verdade, ela quer que sintam a dor que ela experimenta diariamente. Ela decidiu que nao ia mais tentar ser delicada e cuidadosa, esse plano nao valeu de nada ate agora. Ela decidiu que nao queria mais perder noites e dias sentindo o gosto ruim e salgado de seu choro. Nao, havia cansado de chorar rios de lagriamas. E aquela unica lagrima que escorreu lhe pareceu como despedida: sera que era esse unico pingo que faltava para o seu coracao secar de vez!? Era o que parecia.
A vontade era verdadeira, o plano era perfeito, porem ainda faltava a coragem lhe dar as caras. Ela nao aguentava mais prolongar e ao mesmo tempo tempo ainda nao sabia se era capaz de dar um ponto final. Onde sera que essa tal de coragem esta se escondendo? Ela so queria poder encarar, confrontar e nao se arrepender. Se bem que, agora que sente seu coracao secando, talvez consiga fazer isso...ela provavelmente nao vai derrubar mais nenhuma gota de agua dos seus olhos de qualquer jeito.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Tarde Demais

Por que me colocaram nessa roupa!? Esse terno importado, a minha mais nova gravata, o meu sapato preferido... pra que? Que eu saiba agora não vai ter nenhuma festa, eu não vou precisar impressionar ninguém e tudo isso que eu tenho não importa. Os vermes não se importam se é couro ou malha, se é seda ou cetim, se tem ouro ou não. Tudo o que eles querem agora é a minha carne.

Enterrado a sete palmos do chão em uma caixa de madeira tudo o que me resta agora é a coisa que eu menos cuidei em vida: eu mesmo. Não cuidei em ser feliz, em fazer outros felizes, não cuidei de viver. Esse corpo em processo de apodrecimento foi simplesmente a capa de um homem movido a ganância.

Tive carros, mulheres, fama e dinheiro. Fui a Roma, Paris, Londres e Miami. Conheci atletas, políticos, cantores e atores. Perdia a conta de quantas casas tive, de quantos iates comprei, em quantas roupas gastei. Mas e daí? Agora eu estou virando poeira embaixo da terra! Como todo mundo virou ou vai virar.

Faltou sonho em minha vida. Faltaram desafios. Eu queria ter tido mais problemas, mais dificuldades, mais metas. Eu queria poder dizer que eu tive milhões de amigos. Amigos mesmos, que estariam chorando a minha perda agora. Na verdade eu me contentaria em ter unzinho que fosse. Eu queria ter amado alguém de verdade, saber como é um amor que me tirasse o sono e me fizesse perder a cabeça. Pelo menos eu poderia falar que morri de amar.

Não. Eu morri de falta de amor. De falta de vida. Eu morri sem saber por que vivi! Eu estou sozinho, travado, imóvel e enterrado e nada levo de bom comigo. Nem uma lembrancinha feliz, nem uma pessoa amada, nem um desejo realizado. Eu achava que tinha tudo e agora acho que nunca tive nada. Me achava o maioral, poderoso e indestrutível. Agora eu sei que eu sou igual esses bichos aqui em baixo que se alimentam de mim, quer dizer, eu sou pior, menor e mais fraco que esses bichos que estão se alimentando DE MIM! São eles que me julgam agora. Seu trouxa, seu terno importado tem o mesmo gosto que o chinelo que comemos semana passada..

Trouxa. Inútil. Morto! Esse sou eu. Uma marionete que atuou sem vida em um cenário preto e branco e numa historia sem coadjuvantes. Pena que eu só percebi isso agora, tarde demais.

sábado, 6 de novembro de 2010

Inimigos do governo

Os jovens vêm sendo tratados como vilões a serem combatidos, como se fossem eles os únicos causadores da desordem na sociedade. Depois de quererem diminuir a idade penal, as autoridades vêem necessário um toque de recolher para menores de 18 anos, alegando que assim combateriam as infrações juvenis e esquecendo que é o próprio governo responsável por elas.

A falta de oportunidades como estudo, emprego, lazer para muitos jovens obrigam-nos a se envolverem em crimes, drogas e álcool, pois se sentem esquecidos e rotulados inimigos do Estado, que ao invés de melhorar suas condições de vida quer mantê-los preso em casa.

Proibi-los de sair depois de um determinado horário, é como varrer a sujeira para debaixo do tapete: não resolve o problema, apenas o mantêm longe dos olhos. O que deveria ser feito é investir na educação e nas formas de entretenimento e incentivar a contratação de jovens no mercado de trabalho.

Mas ao invés disso, estão criando uma juventude revoltada. Fazê-los reféns do governo está deixando-os mais descrentes na política e no progresso do país e ensinando-os preconceitos e intolerância com aqueles que estão tentando se adaptar com essa sociedade errante.

Tanta overdose de poder e abstinência de preocupação levaram às autoridades acreditarem que o toque de recolher seria a melhor solução. Mas acabar com a liberdade de ir e vir não colocará a ordem que desejam. Será apenas mais uma proibição a qual os jovens tentarão driblar.

Blackout

Pararam todos em volta da vela. Esperavam a luz voltar. Como se a eletricidade fosse o sentido do movimento, o combústivel da vida. Todos ali estáticos, esperando por noticias. A vida parou por um tempo naquela mesa. Mas não só naquela mesa, em várias outras. A luz era a esperança de todos e a esperança tinha ido embora. E até quando? Era a dúvida geral.
Sem TV, internet ou celular. Não foram apenas as pessoas que pararam, mas tudo. Agarravam-se à radinhos de pilhas. Que irônico. Tanta tecnologia e dependiam do instrumento mais primitivo dos que tinham. Só ele conseguia responder algumas das questões de todos.
Na casa à luz de vela só a música do rádio e o fogo da vela reinavam agora. Só agora eles conseguiram um espaço naquele lugar. Só agora se ouviam conversas, se contavam histórias, se lembrava o passado. Tudo porque a eletricidade foi embora.
Mas alguém ligou a TV no rádio do carro. É a novela passando no rádio. É a eletricidade dizendo que está por aí. Agora eles se levantaram da mesa, pararam de falar e foram fazer suas tarefas. Como o som da TV é poderoso. Mesmo só o som já é capaz de dar corda naquelas vidas. Como é poderosa a eletricidade. É viciante, vital!
Agora é esperar a luz voltar. Se comentará do blackout, se descobrirão as causas e se arrumará o problema. E a vida continuará a mesma.