sexta-feira, 22 de abril de 2011
A vida pode ser mais fácil
domingo, 3 de abril de 2011
O dia em que conhecemos a lua
quinta-feira, 31 de março de 2011
A gota d`agua
sexta-feira, 18 de março de 2011
Tarde Demais
Por que me colocaram nessa roupa!? Esse terno importado, a minha mais nova gravata, o meu sapato preferido... pra que? Que eu saiba agora não vai ter nenhuma festa, eu não vou precisar impressionar ninguém e tudo isso que eu tenho não importa. Os vermes não se importam se é couro ou malha, se é seda ou cetim, se tem ouro ou não. Tudo o que eles querem agora é a minha carne.
Enterrado a sete palmos do chão em uma caixa de madeira tudo o que me resta agora é a coisa que eu menos cuidei em vida: eu mesmo. Não cuidei em ser feliz, em fazer outros felizes, não cuidei de viver. Esse corpo em processo de apodrecimento foi simplesmente a capa de um homem movido a ganância.
Tive carros, mulheres, fama e dinheiro. Fui a Roma, Paris, Londres e Miami. Conheci atletas, políticos, cantores e atores. Perdia a conta de quantas casas tive, de quantos iates comprei, em quantas roupas gastei. Mas e daí? Agora eu estou virando poeira embaixo da terra! Como todo mundo virou ou vai virar.
Faltou sonho em minha vida. Faltaram desafios. Eu queria ter tido mais problemas, mais dificuldades, mais metas. Eu queria poder dizer que eu tive milhões de amigos. Amigos mesmos, que estariam chorando a minha perda agora. Na verdade eu me contentaria em ter unzinho que fosse. Eu queria ter amado alguém de verdade, saber como é um amor que me tirasse o sono e me fizesse perder a cabeça. Pelo menos eu poderia falar que morri de amar.
Não. Eu morri de falta de amor. De falta de vida. Eu morri sem saber por que vivi! Eu estou sozinho, travado, imóvel e enterrado e nada levo de bom comigo. Nem uma lembrancinha feliz, nem uma pessoa amada, nem um desejo realizado. Eu achava que tinha tudo e agora acho que nunca tive nada. Me achava o maioral, poderoso e indestrutível. Agora eu sei que eu sou igual esses bichos aqui em baixo que se alimentam de mim, quer dizer, eu sou pior, menor e mais fraco que esses bichos que estão se alimentando DE MIM! São eles que me julgam agora. Seu trouxa, seu terno importado tem o mesmo gosto que o chinelo que comemos semana passada..
Trouxa. Inútil. Morto! Esse sou eu. Uma marionete que atuou sem vida em um cenário preto e branco e numa historia sem coadjuvantes. Pena que eu só percebi isso agora, tarde demais.
sábado, 6 de novembro de 2010
Inimigos do governo
Os jovens vêm sendo tratados como vilões a serem combatidos, como se fossem eles os únicos causadores da desordem na sociedade. Depois de quererem diminuir a idade penal, as autoridades vêem necessário um toque de recolher para menores de 18 anos, alegando que assim combateriam as infrações juvenis e esquecendo que é o próprio governo responsável por elas.
A falta de oportunidades como estudo, emprego, lazer para muitos jovens obrigam-nos a se envolverem em crimes, drogas e álcool, pois se sentem esquecidos e rotulados inimigos do Estado, que ao invés de melhorar suas condições de vida quer mantê-los preso em casa.
Proibi-los de sair depois de um determinado horário, é como varrer a sujeira para debaixo do tapete: não resolve o problema, apenas o mantêm longe dos olhos. O que deveria ser feito é investir na educação e nas formas de entretenimento e incentivar a contratação de jovens no mercado de trabalho.
Mas ao invés disso, estão criando uma juventude revoltada. Fazê-los reféns do governo está deixando-os mais descrentes na política e no progresso do país e ensinando-os preconceitos e intolerância com aqueles que estão tentando se adaptar com essa sociedade errante.
Tanta overdose de poder e abstinência de preocupação levaram às autoridades acreditarem que o toque de recolher seria a melhor solução. Mas acabar com a liberdade de ir e vir não colocará a ordem que desejam. Será apenas mais uma proibição a qual os jovens tentarão driblar.
Blackout
Sem TV, internet ou celular. Não foram apenas as pessoas que pararam, mas tudo. Agarravam-se à radinhos de pilhas. Que irônico. Tanta tecnologia e dependiam do instrumento mais primitivo dos que tinham. Só ele conseguia responder algumas das questões de todos.
Na casa à luz de vela só a música do rádio e o fogo da vela reinavam agora. Só agora eles conseguiram um espaço naquele lugar. Só agora se ouviam conversas, se contavam histórias, se lembrava o passado. Tudo porque a eletricidade foi embora.
Mas alguém ligou a TV no rádio do carro. É a novela passando no rádio. É a eletricidade dizendo que está por aí. Agora eles se levantaram da mesa, pararam de falar e foram fazer suas tarefas. Como o som da TV é poderoso. Mesmo só o som já é capaz de dar corda naquelas vidas. Como é poderosa a eletricidade. É viciante, vital!
Agora é esperar a luz voltar. Se comentará do blackout, se descobrirão as causas e se arrumará o problema. E a vida continuará a mesma.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
É pra rir ou pra chorar?
E enquanto não somos capazes de protestar de um jeito que realmente melhore alguma coisa teremos que aguentar esse medonho horário politico que me deixa pensando se tem realmente alguém que quer ser eleito para melhorar nosso país e que me deixa em duvida se foi feito pra gente rir ou chorar.
domingo, 5 de setembro de 2010
O dia em que o mar virou sertão
O triste dessa história é que pode não ser ficção cientifica!