Mulher pêra. Tiririca. Kiko do KLB. Ronaldo Esper. Maluf. Quércia. Vampeta. Maguila. Cameron Brasil. Marcelinho carioca. Agnaldo Timótio.... A lista é imensa. O que essas pessoas estão fazendo no horário politico? Elas não fazem ideia do que é fazer politica, ou então sabem tão bem que conseguem roubar milhões e ser reeleitas (cof..cof..Maluf..cof). Elas aparecem na nossa TV como que se estivessem competindo quem consegue engambelar mais trouxas. E pior é que elas conseguem. Elas são eleitas. Já ouvi gente dizer "Só vou votar nesse cara como forma de protesto!". Bela forma de protesto, trouxa. Eles conseguem ser eleitos, ganhar do nosso dinheiro e fazer porra nenhuma. Aí nas próximas eleições mais um monte de idiotas se candidatam (porque viram como é fácil se eleger), ganham votos de milhares de trouxas e vão para Brasília ganhar do nosso dinheiro e fazer (também) porra nenhuma!! E é desse jeito que Brasília consegue ter mais idiotas e ladrões por metro quadrado do que qualquer outro lugar.
E enquanto não somos capazes de protestar de um jeito que realmente melhore alguma coisa teremos que aguentar esse medonho horário politico que me deixa pensando se tem realmente alguém que quer ser eleito para melhorar nosso país e que me deixa em duvida se foi feito pra gente rir ou chorar.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
O dia em que o mar virou sertão
56 dias sem chover. 40ºC durante o dia. 41 durante a noite. Culpavam o aquecimento global. Hospitais com filas imensas por todas as partes. As pessoas estavam começando a ficar doentes: era preciso fazer inalação várias vezes por dia. Aqueles que tinham condições começaram a fazer chuva artificial. Sistemas enormes e complexos que fazia chover nas casas pelo menos uma vez por dia. Milhares, milhões deles pelo mundo. Em questão de dias começou a faltar água: aqueles que não tinham quase nenhuma ficaram sem, aqueles que tinham começaram a sentir falta. Começou a faltar comida. As plantas não cresciam sem água, as vacas não cresciam sem água. As pessoas morriam aos montes. O problema era água. A solução era água. Começaram a cavar que nem animais: nas fazendas, nos terrenos, nos quintais. Quando alguém conseguia abrir um poço com “muita” água ficava milionário. Vendiam copos de água a preços incalculáveis. Mesmo assim não era suficiente para fabricar comida. A idéia mais viável era o mar. Era só secar o sal e ficar com a água. O problema foi que todos tiveram a idéia ao mesmo tempo. Aí virou guerra. Tanto mar não foi suficiente pra tanto egoísmo. Até o dia em que o planeta Terra virou digno de seu nome.
O triste dessa história é que pode não ser ficção cientifica!
O triste dessa história é que pode não ser ficção cientifica!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Dimensões

Impressionante insignificância
Perto de magnífica grandiosidade
Como se fossemos um grão de areia
Em um imenso deserto
Como se fossemos uma gota de água
Em um oceano inteiro
Estamos perdidos nesse asterisco
Pensando que entendemos sobre todos os outros
Somos meros mortais que se acham donos do universo
Somos meros mortais que se acham donos do universo
Inventores da verdade
E controladores do incontrolável
Somos ridículo ao ponto de acreditar
que influenciamos em alguma coisa
ou que podemos alterar milhares de coisas
Somos irônicos ao admirar a imensidão do mar
E duvidar da existência de outros tipos de vida
Somos mais que egocêntricos
Somos uma palavra que ainda não somos capazes de inventar
Por sermos insignificantes demais
E somos mais do que imperfeitos
Somos malfeitos demais
Não somos nem o esboço ou o rascunho
Somos apenas o toque do lápis
na imensidão da folha
A gota de tinta que caiu por engano
Na tela em branco do nosso pintor
Somos apenas humanos
Na indefinida grandiosidade
que apelidamos de universo
domingo, 5 de julho de 2009
Apelo mudo
Eu sou inocente, eu juro. Por que eles estão fazendo isto comigo? Eu sou um porquinho que nunca fez mal a ninguém. Eu era tão feliz. Cresci tendo sempre comida fartamente. Cheguei a amar esses humanos que sagradamente me alimentavam. Achava que eles também me amavam. Eu realmente achava.
Mas aqui estou eu nesse corredor da morte. E aqui estou eu me perguntando o que eu fiz para eles. Tudo bem, eu sei que não é pessoal. Descobri que fazem isso com todos. Ou melhor, quase todos. Eles protegem incansavelmente ursos em extinção e mimam cães e gatos como se fossem seus filhos. Por que essa contradição? Por que eles são fofinhos e adestrados? Não seja por isso, eu aprendo a latir.
Enquanto isso, nós porquinhos, pobres galinhas, indefesas vacas e coitados bois e bezerros estamos sendo mortos todos os dias. Como eles conseguem fazer o que fazem?
Criam, enumeram e engordam bois e vacas como se fossem propriedade deles. Tiram das vacas seus bezerrinhos e os prendem em lugares minusculos, e assim sua carne permaneça branca e macia. Aí os apelidam de vitela e os vendem em uma vitrine
Eles prendem frangos em celas superlotadas e cortam a ponta de seus bicos para que não se machuquem (porque seria muito prejuizo) e para que possam comer apenas o que eles determinarem (para que cresçam e engordem mais rápido). Por que eles pensam que são nossos donos, que somos propriedade deles? Isso tudo é tão cruel. Tão humano!
Aqui da entrada para morte eu ouço gritos mudos. Ninguém ouve, ninguém se importa. E depois ainda nos devoram com tanto prazer. Como eles conseguem? Nos chamam de presunto, linguiça, hamburguer...eles nos renomeiam, nos misturam, nos reiventam.
Eles nos saboreiam tão friamente. É realmente impressionante tamanha indiferença. Eles têm uma capacidade incrivel de não se importarem ou então de se enganarem. Uns tentam (e conseguem!) esquecer o que somos. Esquecem que tivemos vida. Preferem fechar os olhos e não ver o que realmente se come. Preferm fechar os ouvidos e ignorarem os gritos agonizantes, silenciosos, os apelos mudos. E com tudo isso ainda se acham superiores! Racionais! Mais evoluidos! Isso é ser mais evoluido? Ser insensível, individualista, indiferente?
Ah, não! É minha vez. Sou eu. Mais um. Só mais um como tantos que já foram. Por favor, será que vocês não ouvem? Será que vocês não sentem? Será que não tem ninguém aí? Por que fazer isso? Vocês não precisam de nós para sobreviverem. Me deixem viver. Não me ignorem. Não finjam. Eu tenho vida (ainda). Por favor. Não nos comam. Não...
Mas aqui estou eu nesse corredor da morte. E aqui estou eu me perguntando o que eu fiz para eles. Tudo bem, eu sei que não é pessoal. Descobri que fazem isso com todos. Ou melhor, quase todos. Eles protegem incansavelmente ursos em extinção e mimam cães e gatos como se fossem seus filhos. Por que essa contradição? Por que eles são fofinhos e adestrados? Não seja por isso, eu aprendo a latir.
Enquanto isso, nós porquinhos, pobres galinhas, indefesas vacas e coitados bois e bezerros estamos sendo mortos todos os dias. Como eles conseguem fazer o que fazem?
Criam, enumeram e engordam bois e vacas como se fossem propriedade deles. Tiram das vacas seus bezerrinhos e os prendem em lugares minusculos, e assim sua carne permaneça branca e macia. Aí os apelidam de vitela e os vendem em uma vitrine
Eles prendem frangos em celas superlotadas e cortam a ponta de seus bicos para que não se machuquem (porque seria muito prejuizo) e para que possam comer apenas o que eles determinarem (para que cresçam e engordem mais rápido). Por que eles pensam que são nossos donos, que somos propriedade deles? Isso tudo é tão cruel. Tão humano!
Aqui da entrada para morte eu ouço gritos mudos. Ninguém ouve, ninguém se importa. E depois ainda nos devoram com tanto prazer. Como eles conseguem? Nos chamam de presunto, linguiça, hamburguer...eles nos renomeiam, nos misturam, nos reiventam.
Eles nos saboreiam tão friamente. É realmente impressionante tamanha indiferença. Eles têm uma capacidade incrivel de não se importarem ou então de se enganarem. Uns tentam (e conseguem!) esquecer o que somos. Esquecem que tivemos vida. Preferem fechar os olhos e não ver o que realmente se come. Preferm fechar os ouvidos e ignorarem os gritos agonizantes, silenciosos, os apelos mudos. E com tudo isso ainda se acham superiores! Racionais! Mais evoluidos! Isso é ser mais evoluido? Ser insensível, individualista, indiferente?
Ah, não! É minha vez. Sou eu. Mais um. Só mais um como tantos que já foram. Por favor, será que vocês não ouvem? Será que vocês não sentem? Será que não tem ninguém aí? Por que fazer isso? Vocês não precisam de nós para sobreviverem. Me deixem viver. Não me ignorem. Não finjam. Eu tenho vida (ainda). Por favor. Não nos comam. Não...
domingo, 7 de junho de 2009
Doença do tempo
Há tanta pressão num tic-tac
Tanta ansiedade esperando a volta dos ponteiros
Tanta espera de olho no relógio
Tanto atraso empurrando o tempo
Apressando as horas
Matando os segundos
Há tanta gente pulando a cronologia
Desafiando o relógio
Querendo viver mais
vivendo menos cada minuto
e vivendo tudo em um só
Acabando o dia depois do tempo
e morrendo antes dele
Tanta ansiedade esperando a volta dos ponteiros
Tanta espera de olho no relógio
Tanto atraso empurrando o tempo
Apressando as horas
Matando os segundos
Há tanta gente pulando a cronologia
Desafiando o relógio
Querendo viver mais
vivendo menos cada minuto
e vivendo tudo em um só
Acabando o dia depois do tempo
e morrendo antes dele
Poema instantâneo
No instante que o instante passou
Virou passado
Está sacramentado e guardado
No instante que o futuro
Virou instante
Já passou
e ficou distante
No instante que o instante
for mesmo instante
Ai sim viveremos
para o instante
e cada instante
Virou passado
Está sacramentado e guardado
No instante que o futuro
Virou instante
Já passou
e ficou distante
No instante que o instante
for mesmo instante
Ai sim viveremos
para o instante
e cada instante
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Queria
Queria saber
Aquilo que ninguém sabe
Queria aprender
Aquilo que ninguém nunca ensinou
Queria conhecer
Onde todos conhecem
Queria modificar
O que não foi modificado
Queria descobrir
O desconhecido
Queria que o mundo
Coubesse na palma da minha mão
Queria que um dia
Eu parasse de querer
Aquilo que ninguém sabe
Queria aprender
Aquilo que ninguém nunca ensinou
Queria conhecer
Onde todos conhecem
Queria modificar
O que não foi modificado
Queria descobrir
O desconhecido
Queria que o mundo
Coubesse na palma da minha mão
Queria que um dia
Eu parasse de querer
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
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